Mostrando postagens com marcador BIOGEOGRAFIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BIOGEOGRAFIA. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de fevereiro de 2012

FITOGEOGRAFIA SOCIOLÓGICA DA COMUNIDADE QUILOMBOLA MIMBÓ – AMARANTE – PIAUÍ – BRASIL.


A etnobotânica é a ciência que estuda a utilização das plantas por populações tradicionais (JONES, 1941 citado por MAGALHÕES, 2006). Esta ciência não trata apenas em estudos da relação homem-planta mais também considera como objeto de estudo as técnicas de manejo empregadas na conservação das espécies vegetais, os componentes ecológicos, o valor e a importância dos recursos naturais para as comunidades, passando a investigar as relações entre as diversas culturas humanas e a flora a sua volta. Os estudos etnobotânicos aplicam-se às análises da Biogeografia, sobretudo da Fitogeografia Sociológica que estuda as relações entre a sociedade e as espécies vegetais que participam de uma determinada biocenose ou ecossistema (PRANCE citado por MAGALHÕES, 1987).

Abreu (2000) realizou uma pesquisa sobre a diversidade de recursos utilizados pelos quilombolas Mimbó. Sendo que em 0,1 há de área representativa  de duas fisionomias diferentes de cerrado, foi verificado o uso de espécies vegetais por essa comunidade e realizado levantamento florístico e etnobotânico. Desta forma, registrou-se um total de 73 espécies, das quais 78,8% são utilizados pelos Mimbó, sendo que 47,95% são usadas para a construção; 47,95% têm uso medicinal, 27,4% tecnologia, 13,7 % alimento do homem, 13,7% alimento do animal; 6,85% combustível; 5,8% místico e religioso e 2,7% são venenosas. E por meio de um coeficiente de similaridade foi comparada as duas fitofisionomia e constado que a população Mimbó possui um apreciável nível de conhecimento sobre a flora característica de Cerrado (ABREU, 2000; MAGALHÕES, 2006).

   Figura 1 - Atividade de extrativismo vegetal do Tucum (Artrocaryum chambira Burret)

Fonte: LIRA FILHO (2009)


Abreu (2000) constatou que para os Mimbó a flora do cerrado é de grande importância no tratamento de enfermidades, uma vez que grande parte dos medicamentos utilizados pela comunidade é preparada a partir de espécies nativas. Quanto às exóticas, Abreu (2000) descreveu que poucas espécies são cultivadas pela população Mimbó.


ABREU, J.R. Diversidade de recursos vegetais do cerrado utilizados pelos Quilombolas Mimbó (Amarante, Piauí, Brasil). Dissertação de mestrado. Universidade Federal de Pernambuco, Recife. 2000
LIRA FILHO, M.A. 1 fotografia color digital. Amarante - PI, 2009
MAGALHÃES. A. Perfil etnobotânico e conservacionista das comunidades do entorno da reserva natural Serra das Almas, Ceará – Piauí, Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2006

     

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Caracterização Biogeográfica


Devido à localização geográfica, a tipologia climática e associada também às características litológicas típicas de relevo movimentado, a vegetação do município corresponde a um ecótono, ou seja, uma área de transição que compreende estratos arbóreos, arbustivos e graminóides que estão distribuídos em manchas espaciais de espécies representativas das matas de cocais, da caatinga e de cerrado (Ver Figura 1). As espécies vegetais mais abundantes no município são as palmeiras Babaçu (Orbynia martiana), com grande importância econômica. Além desta, aparecem outras palmeiras como a carnaúba (Copernicia cerifera), e o buriti (Mauritia vinifera).
Ao estrato das espécies da caatinga têm-se: a oiticica (Licania rígida), o pau d`arco amarelo ou ipê amarelo (Tabebuia caraíba) e o pau d’arco roxo ou ipê roxo (Tabebuia avellanedae) e muitas cactáceas como mandacaru (Cereus jamacuru), xique-xique, (Pilocereua gounellei) coroa de frade, (Melocactus bahiensis) etc. Relativo as espécies típicas do cerrado na área pode se encontrar: o barbatimão (Stryphnodendro barbatimon), o Pequi (Cariocar brasiliense).
Acerca da fauna nativa que é condicionada pela vegetação têm-se: o cachorro do mato (Drusicyon (c) thous (L)), o tatu (Chlamydophora), a seriema (Cariama cristata) a coruja buraqueira (Spetyto cunicularia grallaria) e entres os insetos é encontrada uma variedade de saúvas do gênero (Attas) e térmicas do gênero (Isopteros).


Fígura 1 – Vegetação de Transição
Fonte: LIRA, M. A (2010)

CURTIU? ENTÃO COMENTE!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Mais vistos!!!