As formas de relevo, como componentes do quadro fisionômico do município sofrem influências de sua localização caracterizada pelo perfil da bacia do rio Parnaíba que se utilizando da classificação de ROSS (2008) são consideradas como planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba, que apresenta um modelado muito complexo com escarpas caracterizadas por frentes de cuestas (ver figura 1 e 2) com topos planos e amplos sustentados por sedimentos do cretáceo, enquanto os segmentos dissecados e as escarpas normalmente se associam aos sedimentos do Paleozóico.
Através das análises das cartas topográficas da DSG a região possui uma geomorfologia com um relevo movimentado compreendida por superfícies tabulares reelaboradas (chapadas baixas), com partes suavemente onduladas e altitudes variando de 150 a 400 metros.
Figura 1 – Chapada da Muquila.
Fonte: LIRA FILHO, M. A (2010)
Figura 2 – Chapada do Mimbó com relevo em padrão cuestiforme reelaborado.
Fonte: LIRA FILHO, M. A (2010)
O relevo cuestiforme das chapadas é reelaborado pela ação eólica e erosiva dos cursos d’água adquirido uma forma tabular semelhante a uma mesa e em seu topo apresentando uma vegetação arbórea-arbustiva. Atente na Figura 2 para o padrão curvilíneo do rio Canindé e da formação dos diques marginais à direita da imagem.
Para a melhor percepção da fisionomia geomorfológica típica do município, segue abaixo um MDE da Chapada da Muquila, que corresponde à área com as maiores cotas altimétricas do município, sendo estas superiores aos 400 metros no qual é possível perceber o modelado tabular e o padrão cuestiforme.Fonte: ROSS, J.L.S. Geografia do Brasil. 5. Ed. rev. Ampl.,reimpr. São Paulo: USP, 2008. 63 – 65p.
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